Parágrafo sobre o texto Animação cultural - Flusser

O texto me fez refletir sobre o quanto gostamos de achar que estamos no controle da tecnologia, que usamos os objetos do nosso jeito e por conveniência. Mas, se pararmos para pensar, já vivemos em função deles: seguimos o ritmo dos celulares, dependemos de aplicativos para tudo e até nosso lazer gira em torno de telas e dispositivos. O curioso é que ainda nos colocamos como criadores e donos da cultura, como se os objetos fossem apenas um complemento. Mas essa visão antropocêntrica ignora o quanto já estamos sendo moldados por aquilo que, supostamente, só deveria nos servir. Flusser fala disso quando propõe a ideia de "animação cultural" — uma inversão em que os objetos passam a animar, a comandar os humanos. Essa ideia parece ser distante, inimaginável, pois temos a tendência de pensar que tudo está a nosso serviço. No entanto, não percebemos que somos cada vez mais guiados por lógicas que os próprios objetos impõem — e o quanto eles também nos transformam. Então, penso que, de uma forma ou de outra, o texto de Vilém Flusser é real: a animação cultural, a revolução dos objetos, já ocorreu — e nem sequer percebemos.


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