Obras “não-objeto” + artistas cinéticos
Nelson Soares e Marcos Moreira- O Grivo (1990)
O Grivo é uma dupla mineira que busca explorar os sons, instrumentos e a arte. Suas obras se baseiam em diversos mecanismos e peças que produzem sons - muitos deles que reproduzem o som de instrumentos específicos e outros que criam novos sons. Pode trazer as obras do Grivo para o campo de "não-objeto" ao entender que os mecanismos são mais que apenas instrumentos, são convites para a descoberta, pois cada máquina funciona de um jeito próprio e só faz sentido quando alguém passa por perto, ouve o barulho que surge e vai montando seu próprio ritmo. Assim, apesar de não serem obras interativas ao toque, o Grivo não entrega um objeto pronto, mas um pedaço de experiência que só se completa na vivência de quem está lá, explorando sons e movimentos.
Lygia Clark - Máscaras Sensoriais (1967)
As máscara sensoriais de Lygia Clark são um conjunto composto de 6 máscaras de cores diferentes as quais possuem diversos elementos que provocam sensações. Uma vez que não apresentam função prática convencional e só ganham significado por meio da interação, elas podem se encaixar no conceito de não-objeto. Cada uma das máscaras oferece experiências sensoriais únicas, provocadas por estímulos visuais, sonoros e olfativos. Com lentes que distorcem a visão, sons que alteram a percepção auditiva e sementes que despertam o olfato, a obra conduz o participante a um estado de imersão que varia entre a exploração e o isolamento do mundo.





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